21.1.08

Um novo amanhecer


A chuva que cai
dos olhos sem brilho
não há-de apagar a chama
que arde por dentro

Outro fôlego e novo amanhecer
já se adestra no horizonte
com força e revolta
velhas na idade

Outro fôlego e novo amanhecer
desenha na derrota
novo rumo
com memória de sangue e mágoa
de outros tempos passados


Julião Soares Sousa (poeta guineense)